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relato submidiático – instalações interativas
Várias pessoas, de vários lugares, sentindo a necessidade de se (des)encontrar, para estudar, subverter, vivenciar a arte, culturar, estudar, estudar o meio, os outros. O Submidialogia 3 foi um verdadeiro choque-elétrico, subversivo e anárquico. Vivência de construção de famílias, desenvolvendo situações, ambientes e vidas coletivamente.
Os desenvolvimentos de ambientes interativos proposto no Submidialogia 3 aconteceram em alguns momentos do festival. O primeiro foi no segundo dia, no Mercado Central, onde circulam pessoas, crianças, adultos, comerciantes, turistas. O local é muito bonito, é o local onde acontecem eventos na cidade, onde as pessoas se encontram, trocam idéias. A intervenção foi uma construção de um ambiente jazzistico que tocava aleatoriamente instrumentos digitais, compondo músicas experimentais aproveitando que o local propiciava um ambiente livre e musical. As pessoas que estavam circulando pelo mercado estavam manipulando uma bateria eletrônica e um sintetizador através de captura de imagens, via webcam. Algumas crianças que estavam passando pelo local, perceberam que seus movimentos estavam influenciando na construção da música e começaram a fazer movimentos, como uma dança experimental e entraram em sitonia com a máquina. O ponto interessante na construção da ferramenta foram as crianças. Elas têm uma velocidade de percepção enorme, muito maior do que as pessoas conceituam. A sensibilidade, sempre em experiências, foi notória no desenvolvimento dos artefatos. Na parte técnica, foram usados um notebook, um teclado controlador, arduinos (hardware livre) e os softwares: Jack, Pure Data, Hydrogen, ZynaddSubFX, todos softwares livres, construídos colaborativamente.
Um segundo momento aconteceu na Avante projeto social da cidade de Lençóis. Foi montada uma instalação onde, através do uso da luz de velas, as pessoas pintavam, grafitavam, desenhavam num quadro digital, como um apontador lase artesanal ou um lasertag. O processo de construção da instalação foi improvisado pois a idéia era nos adequar com o os objetos do ambiente. Percebemos que as velas que estavam iluminando o espaço poderia ser nosso apontador, capturamos a cor da luz da vela, utilizando o Pure Data e depois, usando uma webcam, capturamos os movimentos da vela e construimos uma ferramenta no Processing que risca em tempo real os movimentos da vela. Novamente foi notória a participação das crianças, desde a compreensão da construção, como no manuseio da ferramenta, no qual nem precisou explicar seu funcionamento. A ferramenta foi uma prova de conceito de que é possível construir objetos que interagem com pessoas, objetos de um ambiente, da natureza. Essa conversa entre bits e átomos foi muito proveitosa durante as instalações.
Essa vivência de construção de ambientes que interagem com objetos orgânicos e não-orgânicos e o processo de desenvolvimento da ferramenta, encurta as relações entre o homem, a máquina e a arte, propiciando uma sinergia na construção de artefatos tecno-culturais. Essa mistura de hackers, artístas, pessoas, atores, público, objetos, aproxima o estado da natureza artística das pessoas, favorecendo construções coletivas, fundindo idéias e conflitando métodos.
“As características do hacker e do trabalhador cultural devem se fundir e desse modo formar uma ligação abrindo possibilidades de ações por todo aspecto social.”
Critical Art Ensemble
# matema
submidialogia 3, go!
A arte de re:volver o logos do conhecimento pelas práticas e desorientar as práticas pela imersão no sub-conhecimento
“O mundo está em dicotomia convergente, mas vai mudar.”
José Abelardo Barbosa de Medeiros
Mais do que nunca se torna complicado resolver o que prejudica e o que acrescenta aos movimentos que se apresentam como alternativa aos processos de criação da arte, da cultura, da linguagem, que a cada dia distanciam as pessoas umas das outras por criarem privilégios pra alguns exploradores. O contexto de ativismo midiático, artístico, ou de resistência cultural é cada vez mais tratado por regras exteriores e a vida do leblon da novela das 8 vira cada vez mais a sua própria vida.
Nesse sentido fica óbvio que a autencidade dos movimentos e seu poder de mobilização estão ligados essencialmente à autonomia que exercem na promoção de atividades e processos de elaboração e remix cultural, seja este qual for. Em todas as partes fica cada vez mais delicada a autonomia de pensamento e prática de grupos e redes que pretendem uma aproximação entre teoria crítica, arte, cultura e “re-(e)laboração” da mídia e seus meios de produção e controle.
Para discutir e aprofundar essa discussão comemoremos o Submidialogia #3, conferência que será sediada em Lençóis, estado da Bahia. É para esse encontro que estamos convidando você, abrindo também uma chamada para apresentação de *rituais de celebração do imaginário* e *exposições permanentes de experiências pseudo-intelectuais* relacionadas aos temas. Se existe um grupo, um ser, uma performance coerente ou expressões de discordância criativa em relação ao festival, estas poderão ser incluídas na programação através desta chamada.
“Os Cães Ladram, mas a Carruagem não passa”
Uma proposta de integração através de debates submidiáticos.
A iniciativa tem o objetivo de estimular uma reflexão crítica a respeito das transformações sociopolíticoculturais pelas quais a sociedade contemporânea pensa que passa e dos efeitos nos sujeitos que dela participam (o planeta é um sujeito).
A dignidade de cada pessoa baseia-se, entre outras tantas coisas, no fato de que só ela vê o mundo como ela o vê, só ela guarda em seu olhar e em sua voz uma história única. Por isso é preciso encontrar o outro, ouvir o outro, ser também outro.
Submidialogia é um projeto crítico multidisciplinar de arte, mídia e tecnologia participativas, de cujo processo artístico todos os agentes envolvidos, comunidade, teóricos, artistas ativistas e público, tomam parte. Através da realização de diferentes formas de oficinas e interações (convivências filosóficas, choques elétricos, intervenções cotidianas), do resgate de relatos orais e da criação de mecanismos de exposições dentro e fora das comunidades, o projeto busca equipar seus participantes com recursos para que falem de suas especulações, estudos avançados, práticas e que reflitam, através da experiência criativa, um pouco desta identidade conturbada pela velocidade da transformação econômico-social.
O ponto de partida do projeto é sempre o convívio, partilhar o dia-a-dia das comunidades e pessoas, impregnando-se pouco a pouco de suas histórias.
O segundo passo é a realização de integrações multimídia – fotografia-vídeo e som, momento de troca que busca inspirar processos criativos individuais e coletivos, assim como definir os temas a serem priorizados nas exposições a serem realizadas.
O terceiro passo é a montagem das exposições, momento em que se dá uma comunicação intensiva e integradora em dois sentidos. Ao transportar as vozes e as criações dos participantes para o espaço artístico, as reinserimos dentro da malha social de onde elas estão muitas vezes isoladas. Ao recontar, muitas vezes num tom desprovido de emoção, sua experiência , ao enumerar suas perdas e esperanças, estas vozes buscam ecoar no espaço do sensível de cada um de seus interlocutores. E é esta troca de sensibilidades que aproxima o indivíduo e o coletivo. Público e Protagonistas confundem-se em um espaço que instiga a troca e a atenção, um espaço onde histórias pessoais conduzem para uma compreensão maior do fato social, sem distanciamentos, sem estereótipos.

EPSL – Além das Redes em Natal/RN

Vai rolar no CEFET-RN o III EPSL “Além das Redes de Colaboração” de 7 a 10 de novembro de 2007. O Encontro Potiguar de Software Livre será remixado com o “Além das Redes de Colaboração“, evento promovido pelo Cultura e Pensamento e que trará ciclos de debates sobre nossa cultura e sociedade.
Eu vou para Natal no dia 7/11 para acompanhar o encontro e também para apresentar uma palestra relâmpago no dia 9/11 sobre “Produzindo ferramentas artístico-interativas usando plataformas livres“. A apresentação será curta, mas tentarei fazer um remix de três plataformas (Arduino, PD e Processing), mostrando as possibilidades de criação, principalmente nos eixos arte-tecnologia-interação-metodologia.
Objetivos da palestra:
- Estimular a produção de ambientes interativos usando software livre.
- Propiciar uma maior interação entre ambientes/objetos, arte e tecnologia.
- Estimular o estudo e a criação de ferramentas livres de produção interativa como metodologia de ensino em programação artística.
- Aproximar ações entre produtores culturais(artistas) e programadores(hackers).
Veja Aqui a programação completa, achei muito legal os temas e todas as propostas de debates do Além das Redes de Colaboração.
Prato do dia

INGREDIENTES:
- 1 Cebola
- 1 Pimentão Amarelo
- 1 Pimentão Verde
- 5 azeitonas verdes picadas
- 2 Latas de molho de tomate pronto
- 2 Cubos de Caldo de Bacon
- 2 tomates picados
- 500g de Macarrão
- 500g de Carne Moída
MODO DE PREPARO:
- Pique a cebola, o pimentão verde e o pimentão amarelo, refogue por alguns minutos em uma panela com óleo quente até dourar a cebola, mexendo para não queimar a cebola.
- Misture a carne moída, deixe cozinhar por alguns minutos, vá mexendo aos poucos para misturar a carne cozida com a carne crua.
- Adicione o caldo de bacon, o molho e as azeitonas, mexa bem, deixe cozinhar até o macarrão ficar pronto.
- Prepare o macarrão, misture o molho ao macarrão e sirva.
- Acompanhamento Sugerido: Queijo Ralado.
monome display
seria interessante tentar fazer algo parecido com isso
alguns nortes para usar com arduino -> LedControl e Analog multiplex/demultiplex
O peixe ficou cego..
Por bobeira minha, o meu peixe ficou alguns minutos fora d’agua quando fui trocar a água do seu aquário. Ele ficou meio sequelado, acredito que esteja cego… notei quando ele não conseguiu achar a comida e por ta muito no canto do aquário.
Vou aposentar ele…

bio art
interação entre sistemas eletrônicos e organismos vegetais por Grégoire Lauvin e Pascal Chirol.
essas obras-fluxo colocam em conflito/questão o artista, autor, produtor…
Quem construiu? Quem desenhou?
Quem é o artista?
Por quem? by who?




Fritzing

Fritzing is an open-source initiative to support designers and artists to take the step from physical prototyping to actual product. We are aiming to create a software in the spirit of Processing and Arduino, that allows the designer/artist/researcher/hobbyist to document their Arduino-based prototype and create a PCB layout for manufacturing. The complimenting website helps to share and discuss drafts and experiences as well as to reduce manufacturing costs. saiba mais…
massa né? gosto desses projetos que permitem aproximar artístas e programadores. Inteligência coletiva! Engenheiros de mundos… façam seus próprios mundos.. chamem seus amigos!
novas formas…
resultado da captura do x e y do peixe(alfa) + rotação em potenciometros…

realidade distendida?
